Imaculado Coração de Maria

TERÇA-FEIRA, 23 DE MARÇO DE 2027

Terça-feira — Féria da Semana Santa

Feria Tertia Hebdomadæ Sanctæ

Semana SantaI classeParamentos roxos

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INTRÓITO

Gl 6, 14; Sl 66, 2

Convém que nos gloriemos com a Cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo, pois Ele é a nossa salvação, vida e ressurreição, Por Ele fomos salvos e livres. Que o Senhor tenha misericórdia de nós e nos abençoe; que faça resplandecer sobre nós o brilho da sua face e se compadeça de nós. Convém que nos gloriemos com a Cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo, pois Ele é a nossa salvação, vida e ressurreição, Por Ele fomos salvos e livres.

LIÇÃO

Jr 11, 18–20

Mas tu, Senhor, assim mo mostraste, e eu o conheci: Tu então me descobriste os intentos deles. E eu era como um manso cordeiro, que é levado a ser vítima: E não soube que êlcs formaram desígnios contra mim, dizendo: Ponhamos o pau no seu pão, e extermigemo-lo da terra dos viventes, e não haja mais memória do seu nome. Mas tu, Senhor dos exércitos, que. julgas segundo a eqüidade, e que sondas os afetos e os corações, faze que eu veja as vinganças que tomarás deles: Pois a ti descobri a minha causa.

PAIXÃO

Mc 14, 32–72; 15, 1–46

Vieram depois para uma herdade chamada Getsêmane. Então Jesus disse a seus discípulos: Assentai-vos aqui, enquanto eu oro. E levou consigo a Pedro, e a Tiago, e a João: E começou a ter pavor, e angustiar-se em extremo. Então lhes disse: A minha alma se acha numa tristeza mortal: Detende-vos aqui, e vigiai. E tendo-se adiantado alguns passos, prostrou-se em terra: E orava que, se era possível, passasse dêle aquela hora: E disse: Abba, Pai, tôdas as coisas te são possíveis; traspassa de mim êste cálice, porém não se faça o que eu quero senão o que tu queres. Depois veio, e achou-os dormindo. Então disse a Pedro: Simão, dormes? não pudeste vigiar uma hora? Vigiai, e orai, para que não entreis em tentação. O espírito na verdade está pronto, mas a carne é fraca. E foi outra vez a orar, dizendo as mesmas palavras. E tornando a vir, achou-os outra vez dormindo, (porque tinham carregados os olhos) e não sabiam que lhe respondessem. E veio terceira vez, e disse-lhes: Dormi agora, e descansai. Basta: É chegada a hora: Eis aqui vai o Filho do homem a ser entregue em mãos de pecadores. Levantai-vos, vamos: Eis aí vem chegando quem me há de entregar. Ainda bem Jesus não tinha acabado de falar, quando chega Judas Iscariotes, um dos doze, e com êle uma grande tropa de gente armada de espadas e de varapaus, da parte dos príncipes dos sacerdotes, e dos escribas, e dos anciãos. Ora, o traidor tinha-lhes dado uma senha, dizendo: Àquele a quem eu der um ósculo, êsse é que é, prendei-o e levai-o com cuidado. E tanto que chegou, indo logo ter com Jesus, lhe disse: Deus te salve, Mestre: E deu-lhe um ósculo. Então êles lhe lançaram as mãos, e o prenderam. E um certo dos circunstantes, tirando da espada, feriu a um servo do sumo sacerdote, e lhe cortou uma orelha. E respondendo Jesus lhes disse: Como se eu fôra algum ladrão viestes com espadas, e varapaus a prender-me? Todos os dias estava eu convosco ensinando no Templo e não me prendestes. Mas isto acontece para que se cumpram as Escrituras. Então desamparando-o os seus discípulos, fugiram todos. Ia-o, porém, seguindo um mancebo, coberto com um lençol sôbre o corpo nu: E o prenderam. Mas êle, largando o lençol, lhes escapou nu. E levaram Jesus à casa do sumo sacerdote. E se ajuntaram todos os sacerdotes, e os escribas, e os anciãos. Mas Pedro o foi seguindo de longe até dentro do pátio do sumo sacerdote: E estava assentado ao fogo com os oficiais, e ali se aquentava. E os príncipes dos sacerdotes, e todo o conselho buscavam algum testemunho contra Jesus, para o fazerem morrer, e não o achavam. Porque muitos, sim, depunham falsamente contra êle: Mas não concordavam os seus depoimentos. E levantando-se uns, atestavam falsamente contra êle, dizendo: Nós outros lhe ouvimos dizer: Eu destruirei êste templo, obra de mãos, e em três dias edificarei outro, que não será obra de mãos. Mas esta sua mesma deposição não era coerente. Então levantando-se no meio do conselho o sumo sacerdote, perguntou a Jesus, dizendo: Não respondes alguma coisa ao que estes atestam contra ti? Mas êle estava em silêncio, e nada respondeu. Tornou a perguntar-lhe o sumo sacerdote, e lhe disse: És tu o Cristo, Filho de Deus bendito? E Jesus lhe disse: Eu o sou: E vós vereis o Filho do homem assentado à destra do poder de Deus, e vir sôbre as nuvens do Céu. Então o sumo sacerdote, rasgando as suas vestiduras, disse: Para que desejamos nós ainda mais testemunhas? Vós acabais de ouvir a blasfêmia: Que vos parece? A sentença que todos êles deram foi que era réu de morte. Então começaram alguns a cuspir nêle, e a tapar-lhe o rosto, e a dar-lhe punhadas, e a dizer-lhe: Adivinha: E os oficiais lhe davam bofetadas. E estando Pedro em baixo no páteo, chegou uma das criadas do sumo sacerdote: E quando viu a Pedro, que se aquentava, encarando nêle, disse-lhe: Tu também estavas com Jesus Nazareno. Mas êle o negou, dizendo: Nem o conheço, nem sei o que dizes. E saiu fora onde era a entrada do páteo, e neste tempo cantou o galo. E tendo-o visto outra vez a criada, começou a dizer aos que estavam presentes: Êste é lá daqueles. Mas êle o negou segunda vez. E pouco depois ainda os que ali estavam, diziam a Pedro: Verdadeiramente tu és daqueles; porque és também galileu. E êle começou a praguejar-se, e a jurar: Não conheço êsse homem de quem falais. E no mesmo ponto cantou o galo a segunda vez. E então se lembrou Pedro da palavra que Jesus lhe havia dito: Antes que o galo cante duas vezes, me negarás três vezes. E começou a chorar. E logo pela manhã, tendo conselho os príncipes dos sacerdotes com os anciãos, e os escribas, e com todo o conselho, fazendo amarrar a Jesus, o levaram e entregaram a Pilatos. E Pilatos lhe perguntou: Tu és o rei dos judeus? E êle, respondendo, lhe disse: Tu o dizes. E o príncipe dos sacerdotes o acusava de muitas coisas. E Pilatos lhe perguntou outra vez, dizendo: Tu não respondes coisa alguma? Vê de quantos crimes te acusam. Mas Jesus não respondeu mais palavra, de sorte que Pilatos estava admirado. Ora, Pilatos costumava no dia da festa soltar-lhes um dos presos, qualquer que êles pedissem. E havia um chamado Barrabás, que estava prêso com outros sediciosos, porque em certo motim havia feito uma morte. E como concorresse o povo, começou a pedir-lhe a graça que sempre lhes fazia. E Pilatos lhes respondeu, e disse: Quereis que vos solte ao rei dos judeus? Porque êle sabia que os príncipes dos sacerdotes lho haviam entregado por inveja. Mas os pontífices concitaram o povo, para que lhes soltasse antes a Barrabás. E Pilatos, falando outra vez, lhes disse: Pois que quereis que eu faça ao rei dos judeus? E êles tornaram a gritar: Crucifica-o. E Pilatos lhes replicava: Pois que mal fez êle? E êles cada vez gritavam mais: Crucifica-o. Então Pilatos, querendo satisfazer ao povo, soltou-lhes Barrabás, e depois de fazer açoutar a Jesus, o entregou para que o crucificassem. E os soldados o levaram ao páteo do Pretório, e ali convocam tôda a coorte. E o vestem de púrpura, e, tecendo uma coroa de espinhos, lha põem na cabeça. E começaram a saudá-lo: Deus te salve, rei dos judeus. E lhe davam na cabeça com uma cana: E lhe cuspiam no rosto, e pondo-se de joelhos, o adoravam. E depois de o terem assim escarnecido o despiram da púrpura, e lhe vestiram os seus vestidos, e então o tiraram para fora, para o crucificarem. E acertando de passar por ali certo homem de Cirene, por nome Simão, que vinha duma herdade, pai de Alexandre, e de Rufo, o obrigaram a levar-lhe a Cruz. E o levam a um lugar chamado Gólgota: Que quer dizer lugar do Calvário. E davam-lhe a beber vinho misturado com mirra: E não o tomou. E depois de o crucificarem, repartiram os seus vestidos, lançando sortes sôbre êles, para ver a parte que cada um levaria. Era pois a hora de terça: Tempo em que êles o crucificaram: Et erat titulus causæ ejus inscriptus : Rex Judæorum. Crucificaram também com êle a dois ladrões: Um à sua direita, e outro à esquerda. E se cumpriu a Escritura, que diz: E foi contado com os maus. E os que iam passando blasfemavam dêle, movendo as suas cabeças, e dizendo: Ó lá, tu que destróis o templo de Deus e que o reedificas em três dias, livra-te a ti mesmo, descendo da cruz. Desta maneira escarnecendo-o também os príncipes dos sacerdotes com os escribas, diziam uns para os outros: Êle salvou aos outros, a si mesmo não se pode salvar. Êsse Cristo, rei de Israel, desça agora da cruz, para que o vejamos, e creiamos. Também os que haviam sido crucificados com êle, o afrontavam de palavras. E chegada a hora de sexta, se cobriu tôda a terra de trevas até à hora de noa. E à hora de noa deu Jesus um grande brado, dizendo: Eli, Eli, lamma sabacthani? que quer dizer: Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste? E ouvindo isto alguns dos circunstantes, diziam: Vêde que êle chama por Elias. E correndo um, e ensopando uma esponja em vinagre, e atando-a numa cana, dava-lhe a beber, dizendo: Deixai, vejamos se Elias vem tirá-lo. Então Jesus dando um grande brado, expirou. E o véu do templo se rasgou em duas partes, de alto a baixo. E o centurião, que estava bem defronte, vendo que Jesus expirara, dando êste brado, disse: Verdadeiramente êste homem era Filho de Deus. E achavam-se também ali algumas mulheres vendo de longe: Entre as quais estava Maria Madalena, e Maria, mãe de Tiago Menor, e de José, e Salomé: E quando Jesus estava em Galiléia, elas o seguiam, e lhe assistiam com o necessário, e assim muitas outras, que juntamente com êle haviam subido a Jerusalém. E quando era já tarde (pois era a Parasceve, que vem a ser a vigília do sábado), veio José de Arimatéia, ilustre senador, que também êle esperava o reino de Deus, e foi com tôda a resolução à casa de Pilatos, e pediu-lhe o corpo de Jesus. E Pilatos se admirava de que Jesus morresse tão depressa. E chamando ao centurião, lhe perguntou se era já morto. E depois que o soube do centurião, deu o corpo a José. E José tendo comprado um lençol, e tirando-o da Cruz, o amortalhou no lençol, e depositou-o num sepulcro, que estava aberto em rocha, e arrimou uma pedra à bôca do sepulcro.

Tradução em revisão

GRADUAL

Sl 34, 13, 1–2

Eu, porém, enquanto me molestavam, revestia-me com o cilício, humilhava a minha alma com jejuns e orava silenciosamente com a cabeça inclinada. Julgai, Senhor, os que me perseguem; expurgai aqueles que me combatem; empunhai as armas e o escudo: e vinde em meu auxílio.

OFERTÓRIO

Sl 139, 5

Não me deixeis, Senhor, cair nas mãos dos pecadores; livrai-me dos homens iníquos.

COMUNHÃO

Sl 68, 13–14

Ergueram-se contra mim os que estavam assentados à porta da cidade; cantaram injúrias contra mim os que costumam embriagar-se! Eu, porém, ó Senhor, a Vós dirijo a minha prece. Ó Deus, eis o tempo propício para manifestardes benevolência, segundo a vossa infinita misericórdia!

Leituras do Missal Romano de 1962 · tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo

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