Vaidade do mundo
MT 16,26
«Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se vier a perder a sua alma?»
Ponto IAs riquezas temporais desaparecem com a morte
Narra-se na tradição clássica que certo filósofo antigo, havendo enfrentado terrível naufrágio em que viu tragados pelas ondas todos os seus tesouros, logrou alcançar a praia despido de haveres; contudo, por causa de sua notável sabedoria, foi prontamente socorrido e provido de tudo pelos habitantes daquela plaga. Escreveu ele em seguida aos seus concidadãos, exortando-os a que procurassem ajuntar exclusivamente aqueles bens duradouros que nem sequer nas tormentas do mar se podem perder. Ora, este salutar conselho nos transmitem da outra margem os nossos parentes e conhecidos que já entraram na eternidade: empenhemo-nos unicamente em armazenar aquelas riquezas que a morte não nos possa arrebatar.

