Da caridade fraterna
MC 12,31
«Amarás ao teu próximo como a ti mesmo.»
Ponto IO amor a Deus e o amor ao próximo brotam da mesma virtude
Ninguém possui a faculdade de consagrar sincero amor a Deus sem alimentar simultaneamente estima e afeição para com os seus semelhantes. A idêntica lei divina que nos prescreve o culto de Deus ordena-nos igualmente a consideração fraterna: «E nós temos de Deus este preceito: que quem ama a Deus ame igualmente a seu irmão» — adverte o bem-aventurado apóstolo (1 Jo 4,21). Por isso afirmou o Doutor Angélico, Santo Tomás de Aquino, que de uma mesma raiz de amor celestial procedem indissoluvelmente a afeição rendida ao Criador e a caridade dispensada às criaturas, porquanto a graça nos move a amar tanto a Deus quanto aos homens em razão da própria vontade soberana de Deus.

