A dor de Maria Santíssima ao consentir na morte de Jesus
RM 8,32
«Não perdoou nem a seu próprio Filho, mas entregou-o por todos nós.»
Ponto IO consentimento materno e a imensidão do amor e da dor
Ensina Santo Tomás que, cabendo à maternidade prerrogativas tutelares inalienáveis sobre os filhos, aprouve à divina sabedoria que o Redentor, sendo perfeitamente inocente e alheio a qualquer falta merecedora de suplício, não fosse conduzido à morte de cruz sem que a sua sagrada Mãe prestasse pleno consentimento e espontaneamente o oferecesse à imolação. Havia já Maria concedido a sua anuência ao acolher o mistério da Encarnação; contudo, quis o Eterno Pai que o renovasse expressamente na hora da Paixão, de modo que ao sacrifício cruento do Filho se unisse o holocausto do coração materno.

