A união da alma com Jesus na santa Comunhão
JO 6,57
«O que come a minha carne, e bebe o meu sangue, fica em mim, e eu nêle.»
Ponto I
São Dionísio Areopagita ensina que o principal efeito do amor consiste em tender à união. Precisamente para esse fim Jesus instituiu a santa Comunhão: para unir-se inteiramente às nossas almas. Já se tinha dado a nós como mestre, como exemplo e como vítima; faltava dar-se como alimento, para fazer-se uma mesma coisa conosco, assim como o alimento se torna uma mesma coisa com quem o come. E isso fez ao instituir este Sacramento de amor: «O último grau do amor — diz São Bernardino de Sena — foi dar-se a nós como alimento, pois entregou-se para uma união completa, assim como se unem entre si o alimento e quem dele se alimenta.» Jesus Cristo, portanto, não se contentou em unir-se à nossa natureza humana: quis, por este Sacramento, encontrar o modo de unir-se também a cada um de nós, para pertencer inteiramente a cada pessoa que o recebe.

