A sentença das almas eleitas e das réprobas no Juízo universal
MT 25,34.41
«Então dirá o rei aos que hão de estar à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai, possui o reino que vos está preparado desde o princípio do mundo: Então dirá também aos que hão de estar à esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, que está preparado para o diabo, e para os seus anjos:»
Ponto I
Eis que já começa o julgamento. Abrem-se os processos, que serão as consciências de cada pessoa: «De diante dele saía um rio de fogo, e arrebatado: Um milhão de ministros o serviam, e mil milhões assistiam diante dele: Assentou-se o juízo, e abriram-se os livros.» (Dn 7,10). As primeiras testemunhas contra as almas réprobas serão os demônios, que dirão, segundo Santo Agostinho: «Ó Deus justíssimo, julgai como meu quem não quis ser vosso.» As segundas serão as próprias consciências: «dando testemunho a êles a sua mesma consciência» (Rm 2,15). Além disso, as próprias paredes da casa onde os pecadores ofenderam a Deus serão testemunhas a clamar vingança: «Porque a pedra clamará da parede contra ti: E o madeiramento que serve de travessão ao edifício, responderá.» (Hab 2,11). Será testemunha, enfim, o próprio juiz, que esteve presente em todas as ofensas feitas a ele: «Eu mesmo sou o juiz e a testemunha, diz o Senhor» (Jr 29,23).

