O amor de Jesus Cristo ao dar-se a nós como alimento
OS 11,4
«Eu os atraí com as cordas com que se atraem os homens, com as prisões da caridade: E serei para eles como quem tira o jugo de cima dos seus queixos: E eu lhes fiz baixar o mantimento, para que comessem.»
Ponto I
O amor de Jesus Cristo não se deu por satisfeito ao sacrificar por nós a sua vida divina em meio a um mar de desonras e sofrimentos, para nos manifestar o afeto que nos tinha. Além disso, para nos mover ainda mais a amá-lo, quis, na noite anterior à sua morte, deixar-nos a si mesmo inteiramente como alimento na santa Eucaristia. Deus é onipotente; mas, depois de conceder-se neste Sacramento de amor a uma alma, já não tem mais o que lhe dar. Diz o Concílio de Trento que Jesus, ao dar-se a nós na santa Comunhão, neste dom como que derramou todas as riquezas do seu amor infinito: «Como que derramou as riquezas do seu amor pelos homens» (sessão XIII, capítulo II).

