Quarta-feira de Cinzas: a lembrança da morte e o jejum quaresmal
GN 3, 19
«Porque tu és pó, e em pó te hás de tornar.»
Ponto I
Para meditar com proveito no que a santa Igreja hoje nos adverte ao depor as cinzas sobre a nossa fronte, representemo-nos um cadáver humano recém-falecido. Mal decorrem vinte horas desde que o sopro vital abandonou aquele corpo, e logo a pestilência da decomposição se manifesta. Torna-se forçoso abrir amplamente os aposentos e queimar aromas para que o ar não fique infestado; apressam-se os próprios parentes a despachar o féretro para longe da morada e confiá-lo à sepultura.

