O encarceramento de João e a utilidade das tribulações
MT 11,2
«E como João, estando no cárcere, tivesse ouvido as obras de Cristo...»
Ponto IQuanto nos aproveitam as tribulações
«Quem não foi tentado, que sabe? O homem experimentado em muitas coisas pensará muitas coisas, e o que muito aprendeu saberá dar às coisas uma verdadeira inteligência» (Eclo 34,9). Quem vive na prosperidade e não tem experiência das coisas adversas nada sabe do estado da sua alma. A tribulação, em primeiro lugar, abre-nos os olhos que a prosperidade nos mantém fechados. São Paulo, ficando cego quando lhe apareceu Jesus Cristo, então reconheceu os erros em que vivia. O rei Manassés, estando no cárcere em Babilônia, recorreu a Deus, reconheceu os seus pecados e fez penitência: «Depois que se viu reduzido a um grande aperto, orou ao Senhor e fez grande penitência diante de Deus» (2 Cr 33,12). O filho pródigo, achando-se reduzido a guardar porcos e aflito de fome, disse: «Levantar-me-ei e irei a meu pai» (Lc 15,18).

