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SANTO AFONSO MARIA DE LIGÓRIO

Meditação do dia

Do amor à solidão

SEGUNDA-FEIRA, 27 DE SETEMBRO · SÃO COSME E SÃO DAMIÃO

Do amor à solidão

OS 2,14

«Portanto, eis-aqui estou eu que a atrairei docemente a mim, e a levarei à soledadc: E lhe falarei ao coração.»

Ponto I

Deus não se deixa encontrar nos tumultos do mundo. Por isso os santos buscavam os desertos mais ásperos e as grutas mais escondidas, para fugir das pessoas e conversar a sós com Deus. Santo Hilário mudou de deserto várias vezes, procurando sempre o mais solitário, onde não houvesse ninguém com quem tratar; por fim morreu num deserto de Chipre, depois de ali ter morado cinco anos. Quando o Senhor chamou São Bruno a deixar o mundo, ele e os companheiros que quiseram segui-lo foram procurar Santo Hugo, bispo de Grenoble, para que lhes indicasse um deserto na sua diocese. Santo Hugo lhes deu a Cartuxa, que, pela sua aspereza, era um deserto mais próprio para covil de feras do que para habitação humana. Ali foram morar com alegria, cada qual numa pequena cabana, distante das outras.

Tradução do projeto, feita do original italiano de Santo Afonso Maria de Ligório: Riflessioni divote sopra diversi punti di spirito (1773), § 31 («Amor della solitudine»), seção inteira e oração, pp. 295–296 do corpus. Ver o texto italiano.

Disposição dos dias segundo o P. Giacomo Maria Cristini, C.Ss.R. Tradução em revisão.