Da confiança que devemos ter em Maria como nossa Mãe
JO 19,27
«Depois disse ao discípulo: Eis aí tua mãe. E desta hora em diante a tomou o discípulo para sua casa.»
Ponto I
As pessoas devotas de Maria não a chamam Mãe por acaso ou em vão. Parece que não sabem invocá-la por outro nome e nunca se cansam de repetir: Mãe. Sim, Mãe: ela é verdadeiramente nossa Mãe, de modo espiritual, para nossas almas e nossa salvação, não segundo a carne. O pecado, ao privar nossas almas da graça divina, também lhes tirou a vida. Estando elas miseravelmente mortas, Jesus, nosso Redentor, veio, por excesso de misericórdia e amor, recuperar para nós, pela morte na cruz, essa vida perdida. Ele próprio declarou: «O ladrão não vem senão a furtar, e a matar, e a perder. Mas eu vim para elas terem vida, e para a terem em maior abundância.» (Jo 10,10). «Mais abundantemente»: os teólogos dizem que Jesus Cristo nos trouxe, pela Redenção, mais bem que o dano causado por Adão com seu pecado. Reconciliando-nos com Deus, fez-se pai das almas na nova lei da graça, como Isaías já predissera: «» (Is 9,6).

