A meditação da Paixão de Jesus Cristo é uma escola do amor divino
LC 12,49
«Eu vim trazer fogo à terra, e que quero eu senão que êle se acenda?»
Ponto I
Nosso Redentor amantíssimo, que ama as almas, declarou que ao vir à terra fazer-se homem tinha como único fim acender nos corações a chama do amor santo: «Eu vim trazer fogo à terra, e que quero eu senão que êle se acenda?» (Lc 12,49). Oh, que belas chamas de caridade acendeu em tantas almas, especialmente pelas dores que escolheu sofrer na morte para mostrar-nos o amor imenso que nos conserva! Quantos corações felizes se inflamaram de amor nas chagas de Jesus, como em tantas fornalhas, e não recusaram consagrar-lhe bens, vida e todo seu ser! Com grande coragem venceram todas as dificuldades que encontravam para observar a lei divina, por amor daquele Senhor que, sendo Deus, quis sofrer tanto por eles. Foi este o conselho do Apóstolo para não desfalecermos e corrermos prontamente pelo caminho do céu: «Considerai, pois, atentamente aquêle que sofreu tal contradição dos pecadores contra a sua pessoa: Para que não vos fatigueis, desfalecendo em vossos ânimos» (Hb 12,3).

