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SANTO AFONSO MARIA DE LIGÓRIO

Meditação do dia

Devemos morrer

SEGUNDA-FEIRA, 7 DE JUNHO · SEGUNDA-FEIRA — FÉRIA DEPOIS DE PENTECOSTES

Devemos morrer

HB 9,27

«E assim como estã decretado aos homens que morram uma só vez, e que depois disto se siga o juízo:»

Ponto I

A sentença da morte foi escrita para todos: pertences à humanidade e hás de morrer. Santo Agostinho diz: «Nossos outros bens e males são incertos; só a morte é certa.» Não se sabe se uma criança recém-nascida será pobre ou rica, terá boa ou má saúde, morrerá na juventude ou na velhice. Tudo é incerto; certo é que morrerá. Toda nobreza, todo reinado será cortado pela morte. Quando ela chega, não há força capaz de resistir-lhe. Resiste-se ao fogo, à água e ao ferro; resiste-se ao poder dos príncipes. À morte, porém, ninguém resiste. «Resiste-se aos fogos, às águas, ao ferro e aos reis. Vem a morte: quem lhe resiste?» Vicente de Beauvais conta que um rei da França, ao fim da vida, disse: Eis que, com todo meu poder, não consigo obter que a morte me espere mais uma hora. Chegado o termo da vida, não se adia sequer um instante: «Breves são os dias do homem, em teu poder está o número dos seus meses: Tu lhe demarcaste os limites, dos quais ele não pode passar.» (Jó 14,5).

Tradução do projeto, feita do original italiano de Santo Afonso Maria de Ligório: Apparecchio alla morte (1758), Considerazione IV, «Certezza della morte», Punto I e «Affetti e preghiere», pp. 35–37 do corpus. Ver o texto italiano.

Disposição dos dias segundo o P. Giacomo Maria Cristini, C.Ss.R. Tradução em revisão.