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SANTO AFONSO MARIA DE LIGÓRIO

Meditação do dia

O remorso do condenado: Podia salvar-me tão facilmente!

QUARTA-FEIRA, 28 DE ABRIL · SÃO PAULO DA CRUZ

O remorso do condenado: Podia salvar-me tão facilmente!

JR 8, 20

«Passou a ceifa, acabou o estio, e nós não fomos salvos.»

Ponto IO desengano eterno por ninharias perdidas

Ensina Santo Tomás de Aquino que o tormento interior mais acerbo dos condenados consiste em verem que se perderam por ninharias e que, se tivessem querido, com extrema facilidade teriam alcançado a felicidade eterna do céu. Um réprobo apareceu ao Beato Humberto e confessou-lhe que a dor suprema que o queimava nas trevas infernais era precisamente a lembrança do vil preço pelo qual se condenara e da facilidade com que poderia ter-se salvado. Exclamará na desesperação: Se eu tivesse guardado o recolhimento dos olhos, refreado os respeitos mundanos e fugido daquela má companhia, daquela perigosa convivência e daquelas reuniões levianas, jamais estaria sepultado neste fogo. Bastaria confessar-me regularmente, ouvir com devoção a palavra de Deus, meditar a cada dia e recorrer a Jesus e Maria, para não sucumbir; propus tantas vezes emendar-me, mas diferi para mais tarde, e assim perdi-me sem remédio.

Tradução do projeto, feita do original italiano de Santo Afonso Maria de Ligório: Apparecchio alla Morte (1758), Considerazione XXVIII («Rimorsi del dannato»), Punto II, pp. 272-274. Ver o texto italiano.

Disposição dos dias segundo o P. Giacomo Maria Cristini, C.Ss.R. Tradução em revisão.