Papa e Mártir · c. 175–235
São Ponciano renunciou ao pontificado no exílio nas minas da Sardenha para preservar a concórdia do rebanho de Cristo.
São Ponciano foi eleito Bispo de Roma no ano 230, sucedendo a São Urbano I no pontificado. Governou a Igreja com sabedoria, zelo apostólico e profunda concórdia fraterna durante anos de relativa tranquilidade sob o imperador Alexandre Severo. Quando o imperador Maximino Trácio subiu ao poder e desencadeou nova perseguição contra os chefes da comunidade cristã, Ponciano foi preso juntamente com o presbítero Hipólito e condenado ao exílio e aos trabalhos forçados nas minas insalubres da ilha da Sardenha, conhecida como a ilha da morte. Para não deixar a Igreja de Roma desprovida de pastor em tempo de perseguição, Ponciano renunciou generosamente ao ministério pontifício, sendo o primeiro Papa a tomar essa nobre decisão na história da Igreja. Esgotado pelos rigores do desterro, pelos maus-tratos dos soldados e pela insalubridade do clima, entregou a alma a Deus em 235. Mais tarde, o Papa São Fabiano mandou trasladar solenemente seus restos mortais para Roma, sepultando-o na cripta dos papas na catacumba de São Calisto. É venerado como mártir da fé e pastor sacrificial.
Virtude para imitar: Mansidão e renúncia pelo bem da Igreja.
ORAÇÃO DA COLETA
Olhai propício para vosso rebanho, Pastor eterno, e guardai-o com perpétua proteção pelo bem-aventurado Ponciano, vosso Mártir e Sumo Pontífice, a quem constituístes pastor de toda a Igreja. Por Nosso Senhor...
Fontes consultadas
- Breviarium Romanum, Próprio dos Santos, texto latino recebido no calendário de 1962
11-19o, Lectio93. Redação original do projeto a partir da memória litúrgica; distinção explícita de tradição e certeza histórica.
- Missale Romanum, texto histórico latino recebido no calendário de 1962
Oratio da Missa. Tradução original do projeto para o português em estilo reverente tradicional («vós»).
Biografia original do projeto, redigida a partir de fontes históricas de domínio público.


