Bispo e Mártir · c. 69–c. 155
São Policarpo guardou em Esmirna a fé recebida dos Apóstolos.
Policarpo foi bispo de Esmirna e pertence à geração que recebeu a fé de testemunhas próximas dos Apóstolos. As lições de São Jerônimo ressaltam sua ligação com São João e o cuidado de preservar a doutrina contra os erros que se difundiam. Visitou Roma no tempo do Papa Aniceto, quando diferenças sobre a celebração da Páscoa eram discutidas sem destruir a comunhão. Deixou uma carta aos Filipenses que testemunha sua solicitude pastoral. Já em idade avançada, sofreu o martírio em Esmirna. A cronologia exata de sua morte é discutida, motivo pelo qual se emprega uma data aproximada. A Igreja contempla nele a continuidade entre a pregação apostólica e as comunidades posteriores. Policarpo ensina que guardar a fé não é simples conservação de lembranças: exige oração, discernimento e perseverança na verdade recebida, mesmo sob ameaça.
Virtude para imitar: Perseverança.
ORAÇÃO DA COLETA
Ó Deus, que nos alegrais com a solenidade anual do bem-aventurado Policarpo, vosso Mártir e Pontífice, concedei propício que nos alegremos também com a proteção daquele cujo nascimento para o céu celebramos. Por Nosso Senhor...
Fontes consultadas
- Breviarium Romanum, Próprio dos Santos, texto latino recebido no calendário de 1962
01-26, Lectio4–6. Redação original do projeto a partir da memória litúrgica; distinção explícita de tradição e certeza histórica.
- Missale Romanum, texto histórico latino recebido no calendário de 1962
Oratio da Missa. Tradução original do projeto para o português em estilo reverente tradicional («vós»).
Biografia original do projeto, redigida a partir de fontes históricas de domínio público.


