Eremita e Confessor · Séculos III–IV
São Paulo de Tebas representa a entrega da vida a Deus na solidão.
A tradição cristã apresenta Paulo de Tebas como o primeiro eremita. Durante as perseguições, retirou-se para o deserto do Egito e ali permaneceu numa vida de oração e desprendimento. As lições do Breviário retomam a narrativa de seu encontro com Santo Antão, já em idade avançada. Segundo a tradição, uma palmeira lhe fornecia parte do sustento e da veste, e dois leões ajudaram a abrir sua sepultura. Esses episódios pertencem à memória hagiográfica do santo e não constituem uma descrição documental de todos os seus dias. A Igreja contempla sobretudo a preferência dada a Deus e aos bens eternos. A vocação eremítica não impõe a todas as pessoas a fuga dos deveres familiares ou sociais. Seu exemplo recorda, porém, a necessidade de silêncio, oração e liberdade diante dos bens que podem ocupar indevidamente o coração.
Virtude para imitar: Recolhimento.
ORAÇÃO DA COLETA
Ó Deus, que nos alegrais com a solenidade anual do bem-aventurado Paulo, vosso Confessor, concedei propício que imitemos também as ações daquele cujo nascimento para o céu celebramos. Por Nosso Senhor...
Fontes consultadas
- Breviarium Romanum, Próprio dos Santos, texto latino recebido no calendário de 1962
01-15, Lectio94. Redação original do projeto a partir da memória litúrgica; distinção explícita de tradição e certeza histórica.
- Missale Romanum, texto histórico latino recebido no calendário de 1962
Oratio da Missa. Tradução original do projeto para o português em estilo reverente tradicional («vós»).
Biografia original do projeto, redigida a partir de fontes históricas de domínio público.


