Festa de Nossa Senhora · Concílio de Éfeso, 431; festa universal em 1931
A festa proclama que Maria é verdadeiramente Mãe de Deus, pois seu Filho é a Pessoa divina do Verbo.
A maternidade divina de Maria protege a verdade sobre Jesus Cristo. O Filho que ela concebeu pelo Espírito Santo e deu à luz é verdadeiro Deus e verdadeiro homem, uma só Pessoa divina. Por isso a Igreja a chama Mãe de Deus: Maria não é origem da divindade, mas mãe do Verbo encarnado segundo sua humanidade. O Concílio de Éfeso, em 431, afirmou esse título contra o erro que separava indevidamente em Cristo aquilo que a fé confessa unido. As lições do Breviário recordam os sermões de São Leão e a decisão de Pio XI de estender esta festa à Igreja universal em 1931. A celebração honra também a virgindade perpétua de Maria e sua obediência ao plano divino. Contemplar a Mãe de Deus convida a receber com fé o mistério da Encarnação e a confiar na intercessão materna daquela que permaneceu inteiramente unida a seu Filho.
Virtude para imitar: Fé.
ORAÇÃO DA COLETA
Ó Deus, que pela anunciação do Anjo quisestes que o vosso Verbo assumisse a carne no seio da bem-aventurada Virgem Maria, concedei aos vossos suplicantes que nós, que verdadeiramente a cremos Mãe de Deus, sejamos auxiliados por suas intercessões junto a Vós. Pelo mesmo Nosso Senhor...
Fontes consultadas
- Breviarium Romanum, Próprio dos Santos, texto latino recebido no calendário de 1962
10-11, Lectio4–6. Redação original do projeto a partir da memória litúrgica; distinção explícita de tradição e certeza histórica.
- Missale Romanum, texto histórico latino recebido no calendário de 1962
Oratio da Missa. Tradução original do projeto para o português em estilo reverente tradicional («vós»).
Biografia original do projeto, redigida a partir de fontes históricas de domínio público.


