Papa e Mártir · c. 598–655
São Martinho I defendeu a integridade da fé contra a heresia monotelita e consumou seu martírio no exílio na Crimeia.
Martinho, natural de Todi na Úmbria, foi elevado à cátedra de São Pedro em 649, em uma época de grande turbulência doutrinal na cristandade. Com destemor apostólico, convocou no mesmo ano o Concílio de Latrão em Roma, no qual condenou a heresia monotelita — que negava a existência de uma vontade humana em Nosso Senhor Jesus Cristo — e rejeitou o decreto imperial Typus promulgado pelo imperador bizantino Constante II. Enfurecido pela corajosa resistência do pontífice, o imperador enviou tropas a Roma, capturou o Papa no palácio lateranense e levou-o prisioneiro para Constantinopla. Durante a viagem e na capital imperial, Martinho suportou humilhações públicas, fome, frio e doenças com paciência inabalável, declarando aos juízes heréticos que preferiria morrer mil vezes a macular a fé católica ortodoxa. Desterrado para Quersoneso, na Crimeia, sofreu extrema penúria e abandono até render o espírito a Deus em 655. A Igreja o honra com o título de mártir pelo testemunho supremo de dor suportado em defesa do dogma cristológico e da integridade da doutrina católica.
Virtude para imitar: Fidelidade intrépida ao dogma católico.
ORAÇÃO DA COLETA
Olhai propício para vosso rebanho, Pastor eterno, e guardai-o com perpétua proteção pelo bem-aventurado Martinho, vosso Mártir e Sumo Pontífice, a quem constituístes pastor de toda a Igreja. Por Nosso Senhor...
Fontes consultadas
- Breviarium Romanum, Próprio dos Santos, texto latino recebido no calendário de 1962
11-12, Lectio4–6. Redação original do projeto a partir da memória litúrgica; distinção explícita de tradição e certeza histórica.
- Missale Romanum, texto histórico latino recebido no calendário de 1962
Oratio da Missa. Tradução original do projeto para o português em estilo reverente tradicional («vós»).
Biografia original do projeto, redigida a partir de fontes históricas de domínio público.


