Mártires · c. 118
Santo Eustáquio, sua esposa Teopista e seus filhos sofreram o martírio em Roma por confessarem a Cristo sob o imperador Adriano.
Eustáquio, chamado antes Plácido, era um nobre e distinto general romano sob o império de Trajano. Segundo a tradição transmitida pelas lições do Breviário, converteu-se à fé cristã durante uma caçada, quando contemplou entre os chifres de um cervo uma cruz luminosa e ouviu a voz de Cristo chamando-o à vida eterna. Batizou-se juntamente com sua esposa Teopista e seus dois filhos pequenos, Agapito e Teopisto. Pouco depois, perdeu todos os seus bens e sofreu pesadíssimas adversidades com paciência heroica, vivendo longos anos em retiro obscuro e pobreza extrema. Chamado de volta ao comando militar em época de crise bélica, obteve brilhante vitória e regressou triunfante a Roma. Quando o imperador ordenou que oferecesse sacrifícios de agradecimento aos deuses pagãos, Eustáquio e sua família recusaram-se corajosamente a apostatar. Lançados primeiro aos leões e depois encerrados num touro de bronze incandescente, entregaram piedosamente suas almas a Deus no louvor de Sua glória. A memória desses mártires convida à paciência inabalável diante das perdas temporais.
Virtude para imitar: Paciência nas tribulações.
ORAÇÃO DA COLETA
Ó Deus, que nos concedeis celebrar o nascimento para o céu de vossos santos Mártires Eustáquio e seus Companheiros, dai-nos alegrar-nos na eterna bem-aventurança com a sua companhia. Por Nosso Senhor...
Fontes consultadas
- Breviarium Romanum, Próprio dos Santos, texto latino recebido no calendário de 1962
09-20, Lectio4–6. Redação original do projeto a partir da memória litúrgica; distinção explícita de tradição e certeza histórica.
- Missale Romanum, texto histórico latino recebido no calendário de 1962
Oratio da Missa. Tradução original do projeto para o português em estilo reverente tradicional («vós»).
Biografia original do projeto, redigida a partir de fontes históricas de domínio público.


