Rei e Confessor · c. 975–1038
Santo Estêvão cristianizou o povo húngaro e governou seu reino com justiça e piedade.
Santo Estêvão nasceu na Hungria e recebeu o batismo juntamente com seu pai, o príncipe Géza. Assumindo o governo, dedicou-se à evangelização de seu povo e à organização eclesiástica do reino, fundando bispados e mosteiros com a bênção do Romano Pontífice Silvestre II, que lhe concedeu a coroa real. As lições do Breviário destacam sua profunda piedade e zelo pastoral: passava noites inteiras em oração, lavava os pés dos pobres e distribuía fartas esmolas, considerando o socorro aos desvalidos como serviço ao próprio Cristo. Instruiu com grande solicitude seu filho Santo Américo nos deveres de um governante cristão, ensinando que a autoridade deve apoiar-se na justiça, na misericórdia e na humildade. Consagrou solenemente seu reino à Santíssima Virgem Maria, sob cuja proteção colocou a coroa e a nação húngara. Faleceu no dia da Assunção de Nossa Senhora, em 1038, deixando a imagem de um soberano que submeteu o poder temporal à glória de Deus e à salvação das almas confiadas a seu cuidado.
Virtude para imitar: Governo justo e piedade.
ORAÇÃO DA COLETA
Concedei à vossa Igreja, Deus onipotente, nós vos pedimos, que ela mereça ter no céu como glorioso defensor o bem-aventurado Estêvão, vosso Confessor, a quem teve na terra como propagador enquanto reinava. Por Nosso Senhor...
Fontes consultadas
- Breviarium Romanum, Próprio dos Santos, texto latino recebido no calendário de 1962
09-02, Lectio4–6. Redação original do projeto a partir da memória litúrgica; distinção explícita de tradição e certeza histórica.
- Missale Romanum, texto histórico latino recebido no calendário de 1962
Oratio da Missa. Tradução original do projeto para o português em estilo reverente tradicional («vós»).
Biografia original do projeto, redigida a partir de fontes históricas de domínio público.


