Primeiro Mártir · c. 34
Santo Estêvão inaugurou a linhagem dos mártires cristãos perdoando seus assassinos enquanto contemplava a glória dos céus abertos.
Santo Estêvão é celebrado imediatamente depois do Natal como o primeiro mártir da Igreja. Seu testemunho mostra o fruto da vinda de Cristo: a graça torna possível confessar a verdade e amar mesmo diante da violência. As lições do Breviário, tomadas de São Fulgêncio, apresentam a caridade como a força de seu combate. Estêvão não abandonou a fé para evitar a morte e não entregou o coração ao ódio contra quem o apedrejava. Rezou por seus perseguidores, seguindo o exemplo do Salvador. A proximidade de sua festa com o Natal une a humildade do Rei à vitória de seu servo. A coleta pede que aprendamos a amar também os inimigos. Essa exigência não impede a busca de justiça, mas exclui a vingança e o desejo de condenação. Sua memória convida a confessar Cristo com fortaleza e a pedir um coração capaz de perdoar.
Virtude para imitar: Perdão sincero e caridade heroica.
ORAÇÃO DA COLETA
Dai-nos, Senhor, nós vos pedimos, imitar o que celebramos, para que aprendamos a amar também os inimigos, pois celebramos o nascimento para o céu daquele que soube rogar até pelos próprios perseguidores a Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho. Por Nosso Senhor...
Fontes consultadas
- Breviarium Romanum, Próprio dos Santos, texto latino recebido no calendário de 1962
12-26, Lectio4–6. Redação original do projeto a partir da memória litúrgica; distinção explícita de tradição e certeza histórica.
- Missale Romanum, texto histórico latino recebido no calendário de 1962
Oratio da Missa. Tradução original do projeto para o português em estilo reverente tradicional («vós»).
Biografia original do projeto, redigida a partir de fontes históricas de domínio público.


