Abade · c. 251–356
Santo Antão respondeu ao Evangelho com pobreza, oração e vida no deserto.
Antão nasceu no Egito e, ainda jovem, ouviu na igreja o convite evangélico a vender os bens, socorrer os pobres e seguir Cristo. Tomou essa palavra como apelo pessoal e iniciou uma vida de renúncia e oração. Sua permanência no deserto tornou-se referência para muitas pessoas que buscavam servir a Deus na vida monástica. As lições tradicionais destacam a vigilância espiritual, o esforço para imitar as virtudes encontradas em outros e o combate às tentações. Os relatos extraordinários ligados a esse combate devem ser entendidos no âmbito da tradição hagiográfica. A santidade de Antão não consiste simplesmente na distância geográfica das cidades, mas na liberdade interior diante do pecado e do apego desordenado. Sua memória convida a reservar tempo para Deus, exercer a caridade e enfrentar as tentações com humildade, sem confiar apenas nas próprias forças.
Virtude para imitar: Desprendimento.
ORAÇÃO DA COLETA
Recomende-nos, Senhor, nós vos pedimos, a intercessão do bem-aventurado Antão, Abade, para que alcancemos pelo seu patrocínio o que não podemos por nossos méritos. Por Nosso Senhor...
Fontes consultadas
- Breviarium Romanum, Próprio dos Santos, texto latino recebido no calendário de 1962
01-17, Lectio94. Redação original do projeto a partir da memória litúrgica; distinção explícita de tradição e certeza histórica.
- Missale Romanum, texto histórico latino recebido no calendário de 1962
Oratio da Missa. Tradução original do projeto para o português em estilo reverente tradicional («vós»).
Biografia original do projeto, redigida a partir de fontes históricas de domínio público.


