Momento da morte
ECL 11, 3
«Se a árvore cair para a parte do meio-dia ou para a do norte, em qualquer lugar onde cair, aí ficará.»
Ponto I
Consideremos que a morte é aquele instante supremo do qual pende a eternidade: o homem jaz prostrado junto ao termo da existência e, por conseguinte, no limiar imediato de um dos dois destinos imutáveis. Sua sorte perpétua acha-se suspensa ao último suspiro, logo após o qual a alma se encontra irrevocavelmente salva ou condenada para sempre. Ó momento solene, suspiro extremo do qual decorre toda a imensidade futura: ou de bem-aventurança sem sombras, ou de indizíveis castigos! Destino perpétuo, ou de inalterável júbilo ou de eterna condenação; repleto de gozos divinos ou de amargas aflições; de posse do Sumo Bem ou de perda irremediável!

