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SANTO AFONSO MARIA DE LIGÓRIO

Meditação do dia

Hei de morrer um dia

TERÇA-FEIRA, 15 DE JANEIRO · SÃO PAULO, PRIMEIRO EREMITA

Hei de morrer um dia

HB 9,27

«E assim como estã decretado aos homens que morram uma só vez, e que depois disto se siga o juízo:»

Ponto I

É lembrança muito útil para a salvação eterna dizer frequentemente a nós: Hei de morrer um dia. Cada ano, na Quarta-feira de Cinzas, a Igreja dá aos fiéis esta lembrança: Lembra-te, homem, de que és pó e ao pó voltarás. Muitas vezes, durante o ano, a mesma verdade nos é recordada pelos cemitérios que encontramos nos caminhos, pelos túmulos nas igrejas e pelos mortos levados à sepultura. Os móveis mais preciosos que os anacoretas levavam às suas cavernas eram a caveira e a cruz. Esta lembrava-lhes o amor de Jesus Cristo por nós, a caveira o dia da morte. Assim perseveravam na penitência até o fim; pobres, naquele deserto, morriam mais contentes que os monarcas em seus palácios.

Tradução do projeto, feita do original italiano de Santo Afonso Maria de Ligório: Riflessioni divote sopra diversi punti di spirito (1773), § 8, «Ho da morire un giorno», integral, incluindo as orações intercaladas e a oração final. Ver o texto italiano.

Disposição dos dias segundo o P. Giacomo Maria Cristini, C.Ss.R. Tradução em revisão.