Maria Santíssima, modelo de amor a Deus
ECLO 24,24
«Eu sou a mãe do amor formoso.»
Ponto IA perfeição da caridade em Maria e o contínuo ato de amor
Ensina Santo Anselmo que onde habita maior pureza, ali reina maior caridade; e porquanto Maria Santíssima foi perfeitamente desapegada de si mesma, achou-se cumulada do amor celestial em grau tal que excedeu o ardor de qualquer criatura humana ou angélica na dileção do Altíssimo, merecendo ser proclamada por São Francisco de Sales a Rainha do Amor. Ordenou o Senhor à humanidade amá-lo de todo o coração (Mt 22,37); todavia, como observa Santo Tomás, este preceito só é plenamente vivido pelos justos na pátria celestial, sendo cumprido de modo imperfeito na presente peregrinação terrena. Reflete, porém, o Bem-Aventurado Alberto Magno que não convinha à soberana sabedoria de Deus promulgar um mandamento que por ninguém fosse perfeitamente observado neste mundo; cumpriu-o, portanto, de modo perfeitíssimo a Virgem Maria, em quem a caridade superou todas as medidas terrenas.

