Da confiança em Maria, Rainha de misericórdia
3 RS 2, 19
«E pôs-se um trono para a mãe do rei, a qual se assentou à sua mão direita.»
Ponto I
Uma vez que a excelsa Mãe de Deus foi elevada à dignidade inefável de gerar no seu seio o Rei soberano dos séculos, a Igreja com inteira justiça a glorifica e prescreve seja aclamada universalmente com a majestosa honra de Rainha. Se o Filho é o Rei do universo, argumenta Santo Atanásio, com igual verdade compete à Virgem que O gerou o nome próprio e o tratamento régio de Soberana. E logo que Maria outorgou o seu humilde consentimento para acolher o Verbo eterno, pondera São Bernardino de Sena, adquiriu com pleno direito a potestade celestial sobre a ordem da criação.

