A casa da eternidade
ECL 12,5
«Eles terão medo também dos lugares altos e temerão no caminho. A amendoeira florescerá, o gafanhoto engordará, e a alcaparra se extinguirá; Porque o homem irá para a casa da sua eternidade carpindo ao redor dele, o irão acompanhando pelas ruas.»
Ponto I
«Eles terão medo também dos lugares altos e temerão no caminho. A amendoeira florescerá, o gafanhoto engordará, e a alcaparra se extinguirá; Porque o homem irá para a casa da sua eternidade carpindo ao redor dele, o irão acompanhando pelas ruas.» (Ecl 12,5). Enganamo-nos ao chamar nossa casa àquela onde agora habitamos. A casa de nosso corpo será em breve um sepulcro, no qual deverá permanecer até o dia do juízo. A morada da alma, porém, será o paraíso ou o inferno, conforme seus merecimentos, e ali ficará por toda a eternidade. Nossos cadáveres não irão por si mesmos à sepultura: outras pessoas os levarão. A alma, entretanto, irá por si ao lugar que lhe couber, de alegria eterna ou de pena eterna: «Irá o homem à casa da sua eternidade». Conforme pratique o bem ou o mal, a pessoa caminha com os próprios pés para a casa do paraíso ou do inferno, morada que jamais se troca.

