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SANTO AFONSO MARIA DE LIGÓRIO

Meditação do dia

Acusação da alma no juízo particular

TERÇA-FEIRA, 14 DE JUNHO · SÃO BASÍLIO MAGNO

Acusação da alma no juízo particular

JÓ 31,14

«Pois que farei quando Deus se levantar para me julgar? E quando me perguntar, que lhe responderei?»

Ponto I

Considera a acusação e o exame. «De diante dele saía um rio de fogo, e arrebatado: Um milhão de ministros o serviam, e mil milhões assistiam diante dele: Assentou-se o juízo, e abriram-se os livros.» (Dn 7,10). Haverá dois livros: a consciência e o Evangelho. Este mostrará o que se devia fazer; aquela, o que se fez. «Cada qual verá o que praticou», diz São Jerônimo. Na balança da justiça divina não se pesarão as riquezas, a dignidade ou a nobreza das pessoas, mas somente suas obras. Daniel disse ao rei Baltasar: «TECEL: Tu fôste pesado na balança, e achou-se que tinhas menos do pêso.» (Dn 5,27). O Padre Álvarez comenta: «Não entram na balança o ouro ou os haveres; somente o rei é pesado.»

Tradução do projeto, feita do original italiano de Santo Afonso Maria de Ligório: Apparecchio alla morte (1758), Considerazione XXIV, «Del giudizio particolare», Punto II e «Affetti e preghiere», pp. 228–232 do corpus. Ver o texto italiano.

Disposição dos dias segundo o P. Giacomo Maria Cristini, C.Ss.R. Tradução em revisão.