Frutos da meditação das dores de Maria Santíssima
ECLO 3,5
«E assim como obra o que ajunta um tesouro, assim também se porta o que honra a sua mãe.»
Ponto IA excelência da devoção e as quatro graças prometidas
Para avaliar quão sumamente grato é à Rainha do Céu que conservemos afetuosa memória das suas dores, bastaria recordar que no ano de 1239 manifestou-se ela a sete piedosos nobres florentinos — que vieram a instituir a Ordem dos Servos de Maria —, entregando-lhes um hábito escuro e recomendando que, se almejavam comprazer ao seu coração, meditassem amiúde nas aflições de sua alma e trouxessem aquela veste em sinal de perpétuo luto. O próprio Redentor assegurou à Bem-Aventurada Verônica de Binasco que de certo modo lhe apraz mais ver os fiéis compadecidos dos tormentos da sua Mãe que dos seus próprios padecimentos: «Filha», declarou o Salvador, «são-me preciosas as lágrimas vertidas pela minha Paixão; mas amando com caridade sem limites a minha Mãe imaculada, torna-se-me sobremaneira agradável a consideração das amarguras que ela suportou na minha morte».

