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SANTO AFONSO MARIA DE LIGÓRIO

Meditação do dia

Em que consiste a felicidade dos bem-aventurados no céu

TERÇA-FEIRA, 19 DE OUTUBRO · SÃO PEDRO DE ALCÂNTARA

Em que consiste a felicidade dos bem-aventurados no céu

SL 16,15

«Mas eu com justiça comparecerei na tua presença: Saciar-me-ei quando aparecer a tua glória.»

Ponto I

Vejamos o que torna plenamente felizes aqueles santos cidadãos do céu. A alma, contemplando Deus face a face, ao conhecer a beleza infinita que possui e todas as perfeições que o tornam merecedor de infinito amor, necessariamente há de amá-lo com todas as forças. Ama-o imensamente mais do que a si; quase se esquece de si, e não pensa nem deseja outra coisa senão ver contente o Amado, seu Deus. Vendo que Deus, objeto único de todos os seus afetos, goza de alegria infinita, essa alegria de Deus constitui todo seu paraíso. Se fosse capaz de coisas infinitas, vendo seu Amado infinitamente contente, sua própria alegria também seria infinita. Como a criatura não é capaz de alegria infinita, fica ao menos saciada de júbilo, sem desejar nada mais. É essa a saciedade que Davi desejava: «Mas eu com justiça comparecerei na tua presença: Saciar-me-ei quando aparecer a tua glória.» (Sl 16,15).

Tradução do projeto, feita do original italiano de Santo Afonso Maria de Ligório: Riflessioni divote sopra diversi punti di spirito (1773), § 33 («Il vedere e l’amar Dio nell’altra vita fa il paradiso de’ beati»), seção inteira, oração e estrofe final, pp. 298–300 do corpus. Ver o texto italiano.

Disposição dos dias segundo o P. Giacomo Maria Cristini, C.Ss.R. Tradução em revisão.