Da comunhão espiritual
SL 118,131
«Abri a minha bôca, e atraí o ar. Porque desejava os teus mandamentos.»
Ponto I
A comunhão espiritual consiste, segundo a doutrina do Doutor Angélico, em um desejo inflamado de receber sacramentalmente o Salvador e em estreitar-se amorosamente a Ele como se já fora acolhido em nosso peito. O sagrado Concílio de Trento elogia calorosamente este devoto costume e exorta os fiéis a realizá-lo frequentemente. Revelou ademais o próprio Deus a diversas almas de eleição quão agradável lhe é esta piedosa prática: ao contemplar a serva de Deus soror Paula Maresca, o Senhor manifestou-lhe dois vasos sublimes, sendo um talhado em ouro puríssimo e outro em prata, declarando que no vaso dourado resguardava as suas comunhões sacramentais e no argênteo as suas comunhões de desejo interior. A venerável Joana da Cruz afirmou outrossim que cada vez em que renovava este ato espiritual recebia favores semelhantes àqueles hauridos na recepção visível da hóstia consagrada.

