Triunfa o amor
JO 13,1
«Antes do dia da festa da Páscoa, sabendo Jesus que era chegada a sua hora, de passar dêste mundo ao Pai: Como tinha amado os seus, que estavam no mundo, amou-os até ao fim.»
Ponto I
O nosso Deus é onipotente sobre todas as criaturas celestiais e terrestres: quem poderia jamais vencê-lo ou sujeitá-lo ao seu império? Todavia, exclama com santo assombro São Bernardo, a caridade para com os homens foi aquela força bendita que o venceu e fez triunfar o amor sobre a divina majestade: «Triumphat de Deo amor». Com efeito, o amor eterno induziu o Criador de todas as coisas não unicamente a nascer desvalido numa manjedoura e a expirar cravado sobre o infame patíbulo da cruz para resgatar o pecador, mas ainda a instituir o augusto Sacramento da Eucaristia, no qual se entrega diariamente a nós sem reservas, sem interesses próprios e com perpétua generosidade até à consumação dos séculos.

