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SANTO AFONSO MARIA DE LIGÓRIO

Meditação do dia

Vida desolada de Jesus Cristo

SEXTA-FEIRA, 10 DE SETEMBRO · SÃO NICOLAU DE TOLENTINO

Vida desolada de Jesus Cristo

LM 2,13

«A quem te compararei? Ou a quem te assemelharei, filha de Jerusalém? A quem te igualarei, e como te consolarei, ó virgem filha de Sião? Porque grande é como o mar o teu desfalecimento: Quem te remediará?»

Ponto I

A vida de nosso amante Redentor foi toda desolada e privada de todo alívio. Foi a vida de Jesus aquele grande mar, inteiramente amargo, sem uma gota doce de consolação: «A quem te compararei? Ou a quem te assemelharei, filha de Jerusalém? A quem te igualarei, e como te consolarei, ó virgem filha de Sião? Porque grande é como o mar o teu desfalecimento: Quem te remediará?» (Lm 2,13). Foi o que o Senhor manifestou certa vez a Santa Margarida de Cortona, dizendo-lhe que, em toda a sua vida, nunca experimentara consolação sensível. Aquela tristeza que, no horto de Getsêmani, declarou chegar a ponto de bastar para lhe tirar a vida — «Disse-lhes então: A minha alma está numa tristeza mortal: Demorai-vos aqui, e vigiai comigo.» (Mt 26,38) — não o afligiu somente então: deixou-o sem consolo desde o primeiro instante da Encarnação. Todas as penas e ignomínias que deveria padecer até morrer estiveram sempre presentes aos seus olhos.

Tradução do projeto, feita do original italiano de Santo Afonso Maria de Ligório: Otto meditazioni della Passione di Gesù Cristo (1773), Meditazione V («Vita desolata di Gesù Cristo»), texto inteiro e oração, pp. 351–353 do corpus. Ver o texto italiano.

Disposição dos dias segundo o P. Giacomo Maria Cristini, C.Ss.R. Tradução em revisão.