Jesus, homem de dores
IS 53,3
«Feito um objeto de desprêzo, e o último dos homens, um varão de dores, e experimentado nos trabalhos: E o seu rosto se achava como encoberto, e parecia desprezível, por onde nenhum caso fizemos dele»
Ponto I
Com expressiva e comovente verdade denominou o santo profeta Isaías o divino Redentor de «Varão de dores»: «Feito um objeto de desprêzo, e o último dos homens, um varão de dores, e experimentado nos trabalhos: E o seu rosto se achava como encoberto, e parecia desprezível, por onde nenhum caso fizemos dele» (Is 53,3). Com efeito, toda a passagem mortal do Filho de Deus nesta terra constituiu um tecido ininterrupto de agonias e aflições. Tomando sobre os seus ombros imaculados a dívida imensa de nossas culpas, bastaria sem dúvida, sendo Ele Pessoa divina, uma única lágrima ou prece humilde para satisfazer superabundantemente por todos os crimes da humanidade; contudo, para prestar plena satisfação à soberana retidão do Eterno Pai, escolheu uma peregrinação inteiramente tecida de desprezos, humilhações e tormentos acerbos.

