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SANTO AFONSO MARIA DE LIGÓRIO

Meditação do dia

Da eternidade do inferno

QUARTA-FEIRA, 25 DE AGOSTO · SÃO LUÍS, REI

Da eternidade do inferno

MT 25,46

«E irão êstes para o suplício eterno, e os justos para a vida eterna.»

Ponto I

Se o inferno não fosse eterno, não seria inferno. Uma pena que não dura muito não é grande pena. Abre-se um abscesso numa pessoa enferma, cauteriza-se uma gangrena noutra: a dor é grande, mas, como termina em breve, não é grande tormento. Que pena seria, porém, se aquele corte ou aquela operação pelo fogo continuasse durante uma semana, durante um mês inteiro? Quando a pena é muito prolongada, ainda que leve, como uma dor de olhos ou de dentes, torna-se insuportável. Mas que digo, dor? Até uma comédia ou uma música que durasse demais, ou durante um dia inteiro, seria insuportável pelo tédio. E se durasse um mês? Um ano?

Tradução do projeto, feita do original italiano de Santo Afonso Maria de Ligório: Apparecchio alla morte (1758), Considerazione XXVII («Dell’eternità dell’inferno»), Punto I inteiro e «Affetti e preghiere», pp. 260–262 do corpus. Ver o texto italiano.

Disposição dos dias segundo o P. Giacomo Maria Cristini, C.Ss.R. Tradução em revisão.