Pena de dano que os réprobos sofrem no inferno
DT 31,17
«E o meu furor se acenderá naquele dia contra êle: E eu o deixarei, e esconderei dêle o meu rosto, e êle será devorado: Sôbrc ele virão todos os males e afli ções, sobremaneira que dirá naquele dia: Em verdade, que por Deus não estar comigo, me vieram êstes males.»
Ponto I
Comparadas à pena de dano, todas essas outras penas nada são. Não são as trevas, o mau cheiro, os gritos e o fogo que constituem o inferno; a pena que o constitui é ter perdido Deus. São Bruno diz: «Acrescentem-se tormentos aos tormentos, contanto que não sejam privados de Deus.» São João Crisóstomo afirma: «Ainda que digas mil infernos, nada dirás que se iguale àquela dor.» Santo Agostinho acrescenta que, se os condenados gozassem da visão divina, não sentiriam pena alguma e o próprio inferno se transformaria em paraíso.

