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SANTO AFONSO MARIA DE LIGÓRIO

Meditação do dia

Pena de dano que os réprobos sofrem no inferno

QUARTA-FEIRA, 28 DE JULHO · SÃO NAZÁRIO, SÃO CELSO, SÃO VÍTOR I E SANTO INOCÊNCIO I

Pena de dano que os réprobos sofrem no inferno

DT 31,17

«E o meu furor se acenderá naquele dia contra êle: E eu o deixarei, e esconderei dêle o meu rosto, e êle será devorado: Sôbrc ele virão todos os males e afli ções, sobremaneira que dirá naquele dia: Em verdade, que por Deus não estar comigo, me vieram êstes males.»

Ponto I

Comparadas à pena de dano, todas essas outras penas nada são. Não são as trevas, o mau cheiro, os gritos e o fogo que constituem o inferno; a pena que o constitui é ter perdido Deus. São Bruno diz: «Acrescentem-se tormentos aos tormentos, contanto que não sejam privados de Deus.» São João Crisóstomo afirma: «Ainda que digas mil infernos, nada dirás que se iguale àquela dor.» Santo Agostinho acrescenta que, se os condenados gozassem da visão divina, não sentiriam pena alguma e o próprio inferno se transformaria em paraíso.

Tradução do projeto, feita do original italiano de Santo Afonso Maria de Ligório: Apparecchio alla morte (1758), Considerazione XXVI, «Delle pene dell’inferno», Punto III e «Affetti e preghiere», pp. 254–258 do corpus. Ver o texto italiano.

Disposição dos dias segundo o P. Giacomo Maria Cristini, C.Ss.R. Tradução em revisão.