Deus é o bem que faz o paraíso
GN 15,1
«Passado isto, falou o Senhor a Abrão numa visão, e lhe disse: Não temas, Abrão; eu sou teu protetor, e a tua paga será infinitamente grande.»
Ponto I
Uma vez que a alma entrou na felicidade de Deus, nada mais pode afligi-la. «E Deus lhes enxugará todas as lágrimas de seus olhos, e não haverá mais morte, nem haverá mais chôro, nem mais gritos, nem mais dor, porque as primeiras coisas são passadas.» E aquele que estava sentado no trono disse: «Então o que estava assentado no trono, disse: Eis ai faço eu novas todas as coisas. E ele me disse: Escreve, porque estas palavras são «muito fieis e verdadeiras.» (Ap 21,4-5). No paraíso já não há enfermidades, pobreza ou incômodos; não há alternância de dias e noites, frio e calor. Há um dia contínuo, sempre sereno, uma primavera constante, sempre deliciosa. Já não existem perseguições nem invejas. Naquele reino de amor, todos se amam ternamente e cada qual se alegra com o bem de outrem como se fosse seu. Já não há temores: confirmada na graça, a alma não pode mais pecar nem perder seu Deus. «Eis que faço novas todas as coisas.» Tudo é novo, tudo consola e sacia; encontra-se ali tudo o que se pode desejar.

