A sentença da alma culpada no juízo particular
MT 25,41
«Então dirá também aos que hão de estar à esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, que está preparado para o diabo, e para os seus anjos:»
Ponto I
Para alcançar a salvação eterna, a alma deve apresentar-se ao juízo com uma vida conforme à de Jesus Cristo: «Porque os que êle conheceu na sua presciência, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu filho, para que êle seja o primogênito entre muitos irmãos.» (Rm 8,29). Era isso que fazia Jó tremer: «Pois que farei quando Deus se levantar para me julgar? E quando me perguntar, que lhe responderei?» (Jó 31,14). Filipe II, ao descobrir uma mentira de um criado, repreendeu-o: «Assim me enganas?» Aquele infeliz voltou para casa e morreu de dor. Que fará o pecador, que responderá a Jesus Cristo, seu juiz? Fará o mesmo que a pessoa do Evangelho que compareceu sem veste nupcial: calará, sem saber responder. «E disse-lhe: Amigo, como entraste aqui, não tendo vestido nupcial? Mas êle emudeceu.» (Mt 22,12). O próprio pecado lhe fechará a boca: «Vê-lo-ão os retos, e alegrar-se-ão: E tôda a maldade fechará a sua bôca.» (Sl 106,42). São Basílio diz que, então, a vergonha atormentará o pecador mais que o próprio fogo infernal: «O pudor será mais horrível que o fogo.»

