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SANTO AFONSO MARIA DE LIGÓRIO

Meditação do dia

Do grande amor que nos tem Maria Santíssima

SÁBADO, 12 DE JUNHO · SÃO JOÃO DE SÃO FACUNDO

Do grande amor que nos tem Maria Santíssima

PR 8,17

«Eu amo aos que me amam: E os que vigiam desde a manhã por me buscarem, achar-me-ão.»

Ponto I

Se Maria é nossa Mãe, podemos considerar quanto nos ama. O amor aos filhos é um amor necessário. Por isso, como observa São Tomás, a lei divina impõe aos filhos o preceito de amar os pais, mas não impõe expressamente aos pais o de amar os filhos: a própria natureza infundiu esse amor com tamanha força que até as feras mais selvagens, segundo Santo Ambrósio, não podem deixar de amar suas crias. A natureza infunde nas feras o amor por seus filhotes. Os historiadores contam que até os tigres, ouvindo a voz das crias levadas pelos caçadores, se lançam a nadar no mar até alcançar os navios onde elas estão. Se nem os tigres sabem esquecer seus filhos, diz nossa amantíssima Mãe Maria, como poderia eu esquecer de vos amar, meus filhos? «Acaso pode uma mulher esquecer-se do seu menino de peito, de sorte que não tenha compaixão do filhc de suas entranhas? Mas se ela se esquecer dele, eu todavia não me esquecerei de ti.» (Is 49,15) Mesmo que, por impossível, uma mãe se esquecesse de um filho, acrescenta ela, não é possível que eu deixe de amar uma alma que é minha filha.

Tradução do projeto, feita do original italiano de Santo Afonso Maria de Ligório: Le glorie di Maria (1750), Parte I, capítulo I, § 3, «Quanto è l’amore che ci porta questa Madre», pp. 35–54, incluindo exemplo e oração. Ver o texto italiano.

Disposição dos dias segundo o P. Giacomo Maria Cristini, C.Ss.R. Tradução em revisão.