Maria Santíssima, modelo de castidade
CT 2,2
«Bem como é a açucena entre os espinhos; assim é a minha amiga entre as filhas.»
Ponto I
Depois da queda de Adão, os sentidos se rebelaram contra a razão, e a castidade tornou-se a virtude mais difícil de praticar. Santo Agostinho diz: «Entre todos os combates, os da castidade são os mais duros: a luta é diária e rara é a vitória.» Seja, contudo, sempre louvado o Senhor, que nos deu em Maria um grande exemplo dessa virtude. Com razão, diz o bem-aventurado Alberto Magno, Maria é chamada Virgem das virgens: foi a primeira a oferecer a Deus sua virgindade, sem conselho nem exemplo de outra pessoa; depois deu-lhe todas as virgens que a imitaram. «Virgem das virgens, que sem conselho e sem exemplo ofereceu a Deus o dom da virgindade e, por sua imitação, fez brotar todas as virgens.» Davi já o predissera: «Tôda vestida de vários adornos. Serão apresentadas ao rei virgens após ela: As suas companheiras te serão conduzidas. Serão conduzidas com alegria e com regozijo: Conduzi-las-ão ao templo do rei.» (Sl 44,15–16). Sem conselho e sem exemplo, sim, pois São Bernardo lhe pergunta: «Virgem, quem vos ensinou a agradar a Deus pela virgindade e a levar na terra uma vida angélica?»

