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SANTO AFONSO MARIA DE LIGÓRIO

Meditação do dia

A pena dos sentidos no inferno

TERÇA-FEIRA, 18 DE MAIO · TERÇA-FEIRA NA OITAVA DE PENTECOSTES

A pena dos sentidos no inferno

AP 18,7

«Quanto ela se tem glorificado e tem vivido em deleites, tanto lhe dai de tormento e pranto: Porque diz no seu coração: Eu estou assentada como Rainha: E não sou viúva: E não verei o pranto.»

Ponto I

Ao pecar, o pecador pratica dois males: abandona Deus, sumo bem, e volta-se para as criaturas. «Porque dois males fez o meu povo: Deixaramme a mim, fonte de água viva, e cavaram para si cisternas, cisternas rôtas, que não podem reter as águas.» (Jr 2,13). Porque se volta às criaturas ofendendo Deus, será justamente atormentado no inferno por essas mesmas criaturas, pelo fogo e pelos demônios: é a pena dos sentidos. Mas, como a culpa maior, na qual consiste o pecado, é dar as costas a Deus, a principal pena do inferno será a pena de dano: ter perdido Deus. Consideremos primeiro a pena dos sentidos.

Tradução do projeto, feita do original italiano de Santo Afonso Maria de Ligório: Apparecchio alla morte (1758), Considerazione XXVI, «Delle pene dell’inferno», Punto I e «Affetti e preghiere», pp. 248–251 do corpus. Ver o texto italiano.

Disposição dos dias segundo o P. Giacomo Maria Cristini, C.Ss.R. Tradução em revisão.