O amor é um fogo que inflama
AT 2,3
«E lhes apareceram repartidas umas como línguas de fogo, que repousou sôbre cada um dêles:»
Ponto I
Na Lei antiga, Deus mandou manter o fogo constantemente aceso sobre seu altar: «Sempre no altar estará ardendo fogo» (Lv 6,12). Segundo São Gregório, nossos corações constituem os altares de Deus, nos quais ele quer ver sempre aceso o fogo de seu amor divino. Por isso, o Eterno Pai não se contentou em dar-nos Jesus Cristo, seu Filho, para nos salvar pela morte dele; quis conceder-nos também o Espírito Santo, para habitar nossas almas e mantê-las constantemente inflamadas de caridade. O próprio Jesus declarou ter vindo à terra precisamente para incendiar nossos corações com esse santo fogo e nada desejar além de o ver aceso: «Eu vim trazer fogo à terra, e que quero eu senão que êle se acenda?» (Lc 12,49). Assim, esquecendo as injúrias e ingratidões recebidas dos homens nesta terra, subiu ao céu e enviou-nos o Espírito Santo. Ó Redentor cheio de amor, tanto nas vossas dores e ignomínias como na vossa glória, continuais sempre a amar-nos?

