A santa Missa é um meio eficaz para obter as graças de Deus
HB 7,25
«E por isto pode salvar perpetuamente aos que por ele mesmo se chegam a Deus: Vivendo sempre para interceder por nós.»
SUMÁRIO
A celebração do sacrifício eucarístico é o momento supremo de intercessão e o manancial inesgotável das graças divinas para a humanidade.
Ponto I
Consideremos com viva fé como no augusto sacrifício da santa Missa Deus atende com singular benevolência às súplicas dos fiéis e dos ministros sagrados. Em todo tempo e lugar acolhe o Pai celeste as petições que lhe são dirigidas pelos merecimentos infinitos de Jesus Cristo; ensina todavia São João Crisóstomo que é durante a celebração do santo sacrifício que a divina liberalidade derrama as graças com mais esplêndida abundância, porquanto as orações da Igreja acham-se então acompanhadas e enriquecidas pela intercessão do próprio Salvador, que é o sumo e principal Sacerdote que sobre o altar se oferece continuamente como hóstia imaculada. Conforme ensina o Santo Concílio de Trento, o tempo em que o sacrifício do altar se consuma é por excelência a hora propícia em que o Senhor repousa no trono da sua misericórdia, ao qual nos exorta o Apóstolo a nos achegarmos com filial confiança a fim de acharmos graça no socorro oportuno.
Ponto II
Se o Pai celestial, por amor das criaturas, nos concedeu o seu próprio Filho Unigênito e no mistério do altar o renova em nosso benefício como perpétuo dom de redenção, como poderá ele recusar-nos qualquer outra virtude ou auxílio que lhe peçamos com humildade e confiança? Conforme assevera o Apóstolo: Se Deus nos deu o seu próprio Filho, «O que ainda a seu próprio Filho não perdoou, mas por nós todos o entregou: Como não nos deu também com êle tôdas as coisas?» (Rm 8,32). Os próprios anjos cercam reverentemente o altar durante a santa Missa, unindo seus rogos aos nossos para intercederem com mais eficácia em favor da humanidade desfalecida. Grande tesouro perde para a sua alma quem assiste com distração e tibieza ao sacrifício eucarístico, sem pedir com fervor o perdão das faltas, o desapego do mundo e a perseverança final na caridade divina.
AFETOS E ORAÇÕES
Ó miserável que tenho sido! Quantas graças celestiais não deixei de alcançar, meu amabilíssimo Deus, por minha negligência em pedi-las durante o santo sacrifício da Missa! Mas já que me iluminastes com vossa luz, não quero mais incorrer em tão danosa tibieza. Uno agora, ó Pai Eterno, as minhas pobres preces aos rogos sacratíssimos de Jesus Cristo, e pelo amor deste vosso Filho que por nós se imola nos altares, suplico-vos primeiramente o perdão de todos os meus pecados. Fazei-me conhecer os vossos infinitos títulos ao meu amor e dai-me força sobrenatural para desapegar o coração das afeições perecíveis da terra. Concedei a vossa graça a todas as almas e inflamai os povos no vosso santo temor. Jesus meu, não consintais que jamais me separe de vós. Virgem Santíssima, apresentai esta minha prece diante do trono do Altíssimo. Amém.

