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SANTO AFONSO MARIA DE LIGÓRIO

Meditação do dia

Festa de Nossa Senhora do Carmo

SEXTA-FEIRA, 16 DE JULHO · SEXTA-FEIRA — FÉRIA DEPOIS DE PENTECOSTES

Festa de Nossa Senhora do Carmo

IS 35,2

«Lançando gérmens, ela copiosamente brotará, e com intensa alegria e muitos louvores, de prazer saltará: A glória do Líbano lhe foi dada: A formosura do Carmelo, e de Saron, os seus mesmos habitantes verão a glória do Senhor, e a magnificência do nosso Deus.»

SUMÁRIO

O escapulário exprime pertença ao serviço de Maria; Santo Afonso explica essa devoção e suas observâncias.

Ponto I

Assim como as pessoas consideram honroso ter quem vista sua libré, Maria Santíssima se agrada de que seus devotos usem seu escapulário, como sinal de dedicação a seu serviço e de pertença à família da Mãe de Deus. Os hereges modernos, como de costume, zombam dessa devoção; a santa Igreja, porém, aprovou-a por tantas bulas e indulgências.

O Padre Crasset e Lezana, falando do escapulário do Carmo, relatam que, por volta de 1251, a santa Virgem apareceu ao Beato Simão Stock, inglês. Entregando-lhe seu escapulário, disse que quem o usasse seria livre da condenação eterna, com estas palavras: «Recebe, filho caríssimo, este escapulário de tua ordem, sinal de minha confraria, privilégio para ti e para todos os carmelitas: quem morrer com ele não sofrerá o fogo eterno.»

O Padre Crasset relata ainda que Maria, aparecendo outra vez ao Papa João XXII, lhe ordenou comunicar a quem usasse esse escapulário que seria libertado do purgatório no sábado seguinte à morte. Segundo o autor citado, o próprio Pontífice depois o declarou em sua bula, confirmada posteriormente por Alexandre V, Clemente VII e outros. Conforme observamos na primeira parte, Paulo V menciona a mesma coisa e parece explicar as bulas dos Pontífices anteriores, prescrevendo as condições para ganhar as indulgências anexas: guardar a castidade segundo o próprio estado e rezar o Ofício Menor da Virgem; quem não o puder recitar, ao menos observe os jejuns da Igreja e se abstenha de carne na quarta-feira.

As indulgências tanto desse escapulário do Carmo como dos outros — das Dores de Maria, das Mercês e, particularmente, da Conceição — são inúmeras, cotidianas e plenárias, em vida e no momento da morte. De minha parte, procurei receber todos esses escapulários.

Saiba-se, especialmente, que ao escapulário da Imaculada Conceição, abençoado pelos Padres Teatinos, além de muitas indulgências particulares, estão anexas todas as concedidas a qualquer ordem religiosa, lugar piedoso e pessoa. De modo especial, recitando seis Pai-Nossos, Ave-Marias e Glórias em honra da Santíssima Trindade e de Maria Imaculada, ganham-se, tantas vezes quantas se fizer, todas as indulgências de Roma, da Porciúncula, de Jerusalém e da Galícia. Elas chegam a quinhentas e trinta e três indulgências plenárias, além das temporais, que são incontáveis. Tudo isso foi extraído de uma folha impressa pelos próprios Padres Teatinos.

Tradução do projeto, feita do original italiano de Santo Afonso Maria de Ligório: Le glorie di Maria (1750), Parte II, «Vari ossequi di divozione verso la divina Madre», Ossequio VI, «Dell’abitino», seção inteira, pp. 663–665 do corpus. Ver o texto italiano.

Disposição dos dias segundo o P. Giacomo Maria Cristini, C.Ss.R. Tradução em revisão.