Festa de Nossa Senhora do Carmo
IS 35,2
«Lançando gérmens, ela copiosamente brotará, e com intensa alegria e muitos louvores, de prazer saltará: A glória do Líbano lhe foi dada: A formosura do Carmelo, e de Saron, os seus mesmos habitantes verão a glória do Senhor, e a magnificência do nosso Deus.»
SUMÁRIO
O escapulário exprime pertença ao serviço de Maria; Santo Afonso explica essa devoção e suas observâncias.
Ponto I
Assim como as pessoas consideram honroso ter quem vista sua libré, Maria Santíssima se agrada de que seus devotos usem seu escapulário, como sinal de dedicação a seu serviço e de pertença à família da Mãe de Deus. Os hereges modernos, como de costume, zombam dessa devoção; a santa Igreja, porém, aprovou-a por tantas bulas e indulgências.
O Padre Crasset e Lezana, falando do escapulário do Carmo, relatam que, por volta de 1251, a santa Virgem apareceu ao Beato Simão Stock, inglês. Entregando-lhe seu escapulário, disse que quem o usasse seria livre da condenação eterna, com estas palavras: «Recebe, filho caríssimo, este escapulário de tua ordem, sinal de minha confraria, privilégio para ti e para todos os carmelitas: quem morrer com ele não sofrerá o fogo eterno.»
O Padre Crasset relata ainda que Maria, aparecendo outra vez ao Papa João XXII, lhe ordenou comunicar a quem usasse esse escapulário que seria libertado do purgatório no sábado seguinte à morte. Segundo o autor citado, o próprio Pontífice depois o declarou em sua bula, confirmada posteriormente por Alexandre V, Clemente VII e outros. Conforme observamos na primeira parte, Paulo V menciona a mesma coisa e parece explicar as bulas dos Pontífices anteriores, prescrevendo as condições para ganhar as indulgências anexas: guardar a castidade segundo o próprio estado e rezar o Ofício Menor da Virgem; quem não o puder recitar, ao menos observe os jejuns da Igreja e se abstenha de carne na quarta-feira.
As indulgências tanto desse escapulário do Carmo como dos outros — das Dores de Maria, das Mercês e, particularmente, da Conceição — são inúmeras, cotidianas e plenárias, em vida e no momento da morte. De minha parte, procurei receber todos esses escapulários.
Saiba-se, especialmente, que ao escapulário da Imaculada Conceição, abençoado pelos Padres Teatinos, além de muitas indulgências particulares, estão anexas todas as concedidas a qualquer ordem religiosa, lugar piedoso e pessoa. De modo especial, recitando seis Pai-Nossos, Ave-Marias e Glórias em honra da Santíssima Trindade e de Maria Imaculada, ganham-se, tantas vezes quantas se fizer, todas as indulgências de Roma, da Porciúncula, de Jerusalém e da Galícia. Elas chegam a quinhentas e trinta e três indulgências plenárias, além das temporais, que são incontáveis. Tudo isso foi extraído de uma folha impressa pelos próprios Padres Teatinos.

