Natividade de Nosso Senhor Jesus Cristo
LC 2,6
«E estando ali aconteceu completarem-se os dias em que havia de dar à luz.»
Ponto I
Entrada que foi Maria na gruta, pôs-se logo em oração e, chegada já a hora do parto, soltou os cabelos em sinal de reverência, espalhando-os sobre os ombros; e eis que vê uma grande luz, sente no coração um gozo celeste, abaixa os olhos e — oh Deus! — o que contempla? Tem já diante de si, sobre a terra, um menino, tão belo e amável que enamora, mas que treme, que chora e, estendendo as mãozinhas, dá sinal de querer ser tomado nos braços dela: «Estendia os membros, procurando o favor da Mãe», segundo a revelação feita a Santa Brígida. Maria chama José. «Vem, José — disse —, vem ver que já nasceu o Filho de Deus.» Vem José e, vendo Jesus já nascido, adora-o em meio a um rio de doces lágrimas: «Entrou o ancião e, prostrando-se, chorava de alegria» (Revelações, no mesmo lugar). Em seguida a santa Virgem toma com reverência o amado Filho e o põe no seio. Procura aquecê-lo com o calor das suas faces e do seu peito: «Aquecia-o com a face e com o peito, com alegria e terna compaixão materna.»

