O Senhor alimentou-os com a flor da farinha, aleluia: e saciou-os com o mel tirado do rochedo, aleluia, aleluia, aleluia.
Exultai de alegria e louvai a Deus, que é o nosso sustentáculo: Aclamai com júbilo Deus de Jacob.
&Gloria
O Senhor alimentou-os com a flor da farinha, aleluia: e saciou-os com o mel tirado do rochedo, aleluia, aleluia, aleluia.
EPÍSTOLA
1Cor 11, 23–29
Porque eu recebi do Senhor o que também vos ensinei a vós, que o Senhor Jesus, na noite em que foi entregue, tomou o pão, e dando graças, o partiu, e disse: Recebei, e comei: Êste é o meu corpo, que será entregue por amor de vós: Fazei isto em memória de mim. Por semelhante modo, depois de haver ceado, tomou também o cálice, dizendo: Êste cálice é o novo testamento no meu sangue: Fazei isto em memória de mim, tôdas as vezes que o beberdes. Porque tôdas as vezes que comerdes êste pão, e beberdes êste cálice: Anunciareis a morte do Senhor, até que êle venha. Portanto, todo aquêle que comer êste pão, ou beber o cálice do Senhor indignamente, será réu do corpo, e do sangue do Senhor. Examine-se pois a si mesmo o homem: E assim coma dêste pão, e beba dêste cálice. Porque todo aquêle que o come, e bebe indignamente, come e bebe para si a condenação: Não discernindo o corpo do Senhor.
GRADUAL E ALELUIA
Sl 144, 15–16; Jo 6, 56–57
Todos os olhos, Senhor, estão voltados para Vós, cheios de esperança: Pois dais a cada um, oportunamente, o seu sustento.
Abris as vossas mãos e saciais todos os viventes com vossas bênçãos. Aleluia, aleluia.
Minha Carne é verdadeira comida; e o meu Sangue é verdadeira bebida. Aquele, pois, que come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e Eu nele.
SEQUÊNCIA
Louva, ó Sião, louva o teu Salvador!
Louva com hinos e cânticos
O teu Principe e Pastor!
Louva-O tanto quanto possas:
Nem tu podes louvá-l’O dignamente,
Pois está acima de todos os louvores.
O tema dos teus louvores,
O Pão vivo e vital
É nos oferecido hoje.
O qual, na ceia
Ao grupo dos Doze Irmãos
Foi dado sem dúvida.
Que o louvor seja perene, sonoro e melodioso:
Que seja agradável e belo,
Como a alegria que transporta as nossas almas!
Eis o dia solene,
Que nos recorda a primitiva instituição
Deste Banquete divino.
Nesta mesa do novo Rei
A Páscoa da nova Lei
Acaba com a páscoa antiga.
O rito antigo cede o lugar ao novo,
Como a imagem desaparece diante da realidade,
E a luz apaga a noite.
Aquilo que Cristo praticou na Ceia,
Mandou que fizéssemos,
Também, em sua memória.
E nós, instruídos pelo mandato divino,
Consagrámos o pão
E o vinho em hóstia de salvação.
É um dogma de fé para os cristãos
Que o pão passa para Carne de Cristo
E o vinho para seu Sangue.
Aquilo que não compreendeis, nem vedes,
A fé viva o afirma
Sem alterar a ordem da natureza.
Debaixo de diversas espécies,
Distintas somente por sinais exteriores,
Ocultam-se sublimes realidades.
A Carne é alimento, o Sangue bebida;
Mas Cristo existe inteiro
Em cada espécie.
Quem O recebe, nem O parte,
Nem O corta, nem O divide;
Porém recebe-O inteiro.
Quem O receba uma só pessoa, quer O recebam mil,
Todas recebem o mesmo:
Recebem-n’O sem O consumirem.
Recebem-n’O bons e maus;
Porém com efeitos diferentes:
Uns encontram vida; outros a morte!
Para os maus é morte e para os bons é vida.
Vede que diferentes são
Os efeitos que produz o mesmo alimento!
Que a vossa fé não vacile quando a hóstia é dividida;
Mas lembrai-vos de que Jesus
Tanto está no fragmento,
Como na hóstia inteira.
A substância não é dividida:
Somente o sinal é que é partido,
Mas sem diminuição, nem no estado,
Nem na grandeza do que está sob as espécies.
Eis o Pão dos Anjos
Que se fez alimento dos homens viadores,
Verdadeiro pão dos inocentes,
Que não deve ser dado aos cães!
Antigamente foi representado por figuras:
Imolado com Isaque
E significado no cordeiro pascal
E no maná do deserto.
Ó bom Pastor, ó Pão verdadeiro,
Ó Jesus, tende piedade de nós:
Alimentai-nos, defendei-nos do mal
Permiti que gozemos os verdadeiros
Bens da terra dos vivos.
Ó Vós, que tudo conheceis e podeis:
Ó Vós, que nos alimentais nesta vida mortal,
Tornai-nos co-herdeiros
Companheiros dos habitantes
Da cidade celestial.
Amen. Alleluia.
EVANGELHO
Jo 6, 56–59
Porque a minha carne verdadeiramente é comida, e o meu sangue verdadeiramente é bebida. O que come a minha carne, e bebe o meu sangue, fica em mim, e eu nêle. Assim como o Pai, que é vivo, me enviou, e eu vivo pelo Pai: Assim o que se alimenta com a minha carne, êsse mesmo também viverá por mim. Aqui está o pão que desceu do Céu. Não como vossos pais, que comeram o maná, e morreram. O que come dêste pão, viverá eternamente.
OFERTÓRIO
Lv 21, 6
Os sacerdotes do Senhor oferecem a Deus incenso e pães: eis porque serão santos diante de Deus e não profanarão o seu nome, aleluia.
COMUNHÃO
1Cor 11, 26–27
Todas as vezes que comerdes este Pão e beberdes este Cálice anunciareis a morte do Senhor, até que Ele venha. Assim, todo aquele que comer este Pão ou beber este Cálice indignamente será réu do Corpo e do Sangue do Senhor. Aleluia.
Leituras do Missal Romano de 1962 · tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo
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